segunda-feira, 22 de abril de 2013

Finalizando nossa viagem por Marrocos - Chefchouan e Tetouan

Chefchouan
A “cidade azul” onde muitas casas são pintadas com esta tonalidade de branco+azul=azul turquesa, havendo-as também pintadas em violeta e em branco, que hoje predomina. O tom azul por tradição era e ainda é usado para afugentar as moscas. Cidade no meio das montanhas do RIF, também conhecida pela droga marijuana/canábis/haxixe que os locais cultivam nos vales (alguns consomem) e é vendida para todo o País e para o estrangeiro. 

Tetouan
Cidade junto ao mar Mediterraneo, de passagem para Ceuta ou para Tanger, e com acesso á auto-estrada. .Martil e Cabo Negro- .Duas cidades com os pés no Mediterrâneo, passeio marítimo que as une. Sentimo-nos num ambiente europeu, mas com a presença arabe nos vestuários e os camelos ali ruminando á beira mar. Imperdivel este passeio. 
NOTA: campings em Martil e ao longo da estrada marginal até Cabo Negro. 

FIM DO TOUR POR MARROCOS- Regresso a TANGER e travessia para Tarifa.

domingo, 21 de abril de 2013

Moulay Idriss e Mesknes

Mesknes
Cidade Imperial, e cidade MUSEU: nos museus desta cidade se encontra uma grande parte das obras de arte, pinturas, tapeçarias, candeeiros, arcas, canforas, e mais artigos, que Sultões reinantes trouxeram de Marraquexe e outras cidades, inclusive quando esta foi capital. A visitar: Dar-el-Ma, o Palácio de Água e, ao seu lado, os Granadeiros (cavalariças para 12.000 cavalos); a prisão dos Cristãos; mausoleu Mulay Ismail; Haras de Meknes; praça El-Hédime, de dia e pela noite dentro, o ponto de encontro e de ócio dos nativos e turistas; Dar Jamal, Museu de Artes NOTA: parking de estacionamento na Place El Hédime As vilas de Moulay Idriss e de Voulubilis ficam a 31km a norte, na estrada para Chefchouen. .

VOLUBIS- .Antiga cidade Fenícia ocupada e aumentada pelo imperio romano, continua grande e bem preservada, foi criada no ano 40 d.C., e manteve o seu apogeu até ao sec. III, quando começou seu declínio com o enfraquecimento da ocupação romana no norte de África; manteve-se habitada até á criação da cidade de Fèz. Volubilis era o centro administrativo da Província romana africana da Mauritânia Tingitana . Extremamente bem preservada, estas ruínas romanas são fantásticas e merecem uma visita Merece sem dúvida uma visita a pé, pois além de ocupar uma vasta área duma colina, as ruinas e azulejos estão ainda em estado de conservação admirável que permite “visualizar” toda esta antiquíssima cidade Fenicia, mais tarde conquistada e ocupada pelos Romanos, que a ampliaram. NOTA: fica a 30km a norte de Meknes, e 1,5km de Moulay Idriss, nas coordenadas GPS: N 34º 04´18” e W 5º 33´08” .


Moulay Idriss- 
Aldeia sagrada a 1,5km de Voulubis, construída numa colina, com as casas aninhadas no penhasco. Uma curiosidade típica, mas sem interesse de maior para uma visita a pé.




Quezzane 
Cidade de passagem pela única estrada entre Meknes/Voulubilis para Chefchouan. NOTA: antes poucos kms de chegarmos a esta cidade, encontra-se o Motel RIF que é Camping e pequeno Hotel com café, restaurante e piscina. Ao lado, um minimercado. Site: www.motel-rif.ma Aqui PERNOITAMOS uma noite, abastecemos no minimercado, assim como o deposito água de 200l da AC, e despejamos o deposito da agua suja e banhos, bem como a sanita química, e seguimos viagem.  

sábado, 20 de abril de 2013

Fez


A 3ª maior cidade de Marrocos, e uma das mais antigas cidades imperiais, onde os portugueses estiveram no sec.XV, esta fantástica cidade antiga/Medina é a mais bem preservada cidade medieval ÁRABE do mundo que faz lembrar a época dos sultões arabes. Tem muita historia e arquitectura. As ruas labirínticas da medina, além dos palacios e outros monumentos são motivos de visita demorada.

Conhecida pelas tinturarias da lã, tecidos e curtimento de couros, nas famosas mas muito mal cheirosas “cubas” na rocha onde fazem o “caldo” das tintas naturais e mergulham os artigos a tingir e curtem e tratam os couros.

A sua Medina foi em 1981 considerada Patrimonio Mundial da Humanidade pela UNESCO; aqui se encontra ainda em pleno funcionamento a 1ª Universidade do Mundo, a famosa Karaouiyine (mesquita, biblioteca e universidade)

As muralhas circundam esta “cidade-formigueiro” que é a Medina, que alberga 150.000 moradores!!! Com ruelas estreitas e passagens baixas, esta Medina foi habitada e “criada” por Judeus, Berberes, muçulmanos expulsos de Espanha e por Árabes vindos do Magreb oriental (Tunisia e outros) tornou esta cidade antiga no centro intelectual e cultural de Marrocos e do mundo árabe.

A visitar: a porta monumental da cidade, Bab Boujeloud, de cor azul dum lado (cor de Fez) e verde do outro (cor do Corão); na colina norte, os Tumulos Mérinides; na colina sul, o Borj Sul (fortificação) e a panorâmica de toda a cidade; o Palacio Real (só exterior, está fechado a turistas)
na Medina: a mesquita/universidade Karaouiyine; a praça Saffarine com o souk dos fabricantes de talheres e artigos de cozinha e dos objectos de cobre; o souk dos tintureiros das lãs virgens, sedas e algodão; pela Rua Mechatine para o bairro Chouara com o souk dos curtidores das peles; na praça Attarin, a Madrassa –escola do Corão- e a sua porta monumental em bronze, com o pátio interior em mármore branco e paredes de azulejos e tectos de madeira talhada e pintada; praça Nejarine e a sua fonte espectacular; praça Mechouar toda rodeada de muralhas, e Palais La Medina(*) 

NOTA: entramos pela Bab El Jeloud -monumental porta da cidade velha- e seguimos em frente, pela Avenue R´Cif até á esquina com a Rua Derb Chami onde existe um estacionamento vigiado de noite (taxa de 30 dirhans/24h) ao lado do “restaurante de charme Palais La Medina” e assim estamos em pleno Bairro R´Cif, numa das entradas da Medina, onde PERNOITAMOS por 3 noites com as coordenadas GPS: N 34º 03´32” W 4º 58´22”

(*)- frente a este estacionamento, fica o restaurante “Palais La Medina” que é o mais antigo Café de Féz, e foi comprado por um estrangeiro e todo recuperado, com os interiores em arquitectura árabe-andalusa, é um verdadeiro palácio, tectos em talha de madeira, chão em mosaicos assim como as paredes, colunas em capitel, tudo isto no r/c e 1º andar, e ainda os terraços em coberturas em pérgola, com panarâmica de toda a Medina.

É imperdível visitar. RECOMENDO- Site: www.palaismedina.com

sexta-feira, 19 de abril de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Midelt e Azrou



Cidade muito bonita no meio das montanhas, vendo-se a SE o Anti-Atlas seco e desértico e a NW o Alto-Atlas coberto de neve.
NOTA: chegados já de noite, PERNOITAMOS no parking da bomba de gasolina aberta 24 horas, onde os locais jogam cartas e vêm tv no café/snack bar/restaurante, com wc para cada sexo, jardim infantil, WiFi livre. GPS: N 32º 40´51” W 4º 43´10”-

Azrou
Cidade de montanha e estancia de neve e próxima do Vale dos Cedros onde pode avistar e interagir com os “macacos da barbária” no seu estado selvagem e habitat natural na floresta de cedros do Medio Atlas (aos macacos só é permitido dar bananas ou amendoins ou biscoitos) O melhor local para ver os macacos é perto do centenário Cedro de Goudard.

NOTA: grande parking no centro da cidade, onde PERNOITAMOS.



Er Rachidia

Cidade grande e de passagem obrigatória sendo o ponto de encontro da estrada vinda do norte (Midelt) e do oeste (Todra) e do sul (Erfoud) no meio de “deserto” de montanha (planícies secas e de pedras) cercado de vales com rio ZIZ entre as vertentes das montanhas altíssimas. Desde uns Kms após Erfoud percorremos todo o VALE DO ZIZ até chegar a esta cidade, paisagens imperdíveis, grandiosos e extensos palmeirais por vários pequenos rios das montanhas neste vale confluírem e criarem um “verdadeiro” rio com bom caudal e permanente todo ano, permitindo, como o Nilo no Egipto, que se cultivem muitas qualidades de legumes, cenouras, batata, especiarias, tomate, couves, etc, e a criação de rebanhos e de abelhas para produzir mel. Uma das regiões mais agrícolas de Marrocos.

MESKI- a 22km de Er Rachidia e antes da grande travessia das montanhas do Atlas por 90km até Midelt, visitamos parque natural do “Manantial Bleu de Meski” por 5 dir cada pessoa. Fotos da gruta da famosa nascente e do lago (com peixes) coberto pelo palmeiral. 

NOTA: parte deste parque natural, com o lago e o palmeiral, é um camping de tendas e AC´s.


Merzouga e deserto (dunas do Erg Chebbi)

 Aldeia típica mesmo na orla e entrada do deserto, esta linda parte do Saara de Marrocos é lugar ideal para uns dias de ferias explorando o deserto com passeios a pé pelas dunas, passeios de camelo, em 4x4 ou “quad” e de preferência ao nascer ou ao pôr do sol magníficos, com as cambiantes de coloração das areias, podendo contactar e conhecer famílias nómadas, e os “homens azuis”, desfrutando de um dos melhores destinos de férias em Marrocos. As dunas cor-de-laranja chegam a 250m de altura e movem-se consoante o vento vindo do deserto (como igualmente acontece com as enormes dunas de Chigaga, em M´Hamid). 

NOTA: 2 campings na base das dunas, em terreno de areia compactado, com fornecimento de electricidade, WiFi, água potável, wc´s e douches quentes: Camping Auberge Africa: GPS: N 31º 05´41” W 4º 00´16”, na estrada N13 Et Taous, onde o gerente forneceu WiFi; AC+2pessoas+electricidade+agua=50 dirhan Neste camping em plena areia e frente ás dunas com a maior das dunas de 250m altura, PERNOITAMOS 3 dias, e com a moto percorremos as trilhas e visitamos as aldeias próximas Camping Les Pyramides: GPS: N 31º 05´13” W 4º 00´27”, tem WiFi AC+2pessoas+electricidade+água=60 dirhans AMBOS organizam tours em camelos, 4x4 ou quad, e têm bivouacs nas dunas para quem quiser passar lá a noite com refeição incluída. Retorno por Erfoud e VALE do ZIZ até Er Rachidia.


Erfoud


Chegada já de noite á cidade, e próximo do Hotel Salam, no inicio da cidade, PERNOITAMOS no estacionamento. Proximo começa o esplendoroso VALE DO ZIZ.

Rissani e palmeiral de Tizimi-
Camping na N13-Es Sifa; GPS: N 31º22´45” W 4º16´23”
Para compras, recomendo a loja “Marché de la Caravane” que é uma cooperativa de vendedores e aqui são preços justos, bem razoáveis se comparados com outros que antes desta, e mesmo nesta, cidade conhecemos, sendo um grande armazem com tapetes, diversas bijuterias de metal com trabalho artesanal, cobres, punhais, artigos de pedra e fosseis, lenços, etc
“Marché de la Caravane” nº 19 no Souk El Rissani.

Fotos de M´hamide até Midelt



M´hamid

Tagounite
A 39km de Mhamid, vila com bombas de gasoleo antes do deserto e das dunas.

Oulad Driss e M´hamid 

(dunas de Chigaga)


A 250km de Ouarzazate, estas aldeias típicas mesmo na orla e na entrada para o deserto com destino ás dunas de Chigaga, esta zona muito bonita do Saara Marroquino é um lugar ideal para uns dias de ferias explorando o deserto com passeios a pé pelas dunas, passeios de camelo, em 4x4 ou “quad” e de preferência ao nascer ou ao pôr do sol magníficos, com as mudanças das cores das areias, de creme a laranja, onde pode dormir em tendas berberes em plenas dunas e contactar e conhecer famílias nómadas dos “homens azuis”, desfrutando assim dum dos melhores destinos de férias em Marrocos. As dunas vão dos 70m a 300m de altura e deslocam-se com os ventos vindos do interior do deserto da Argelia (como igualmente acontece com as dunas de Erg Chebi, em Merzouga)-


Em Oulad Driss há dois Riads com espaço de camping, um denominado “Chez Pachá” e outro “Camping-Auberge Carrefour des Caravanes” este com com WiFi- 
A aldeia M´hamid no fim da estrada e inicio do deserto, povoação de berberes e dos “homens azuis”, é o destino para as grandes dunas de Erg El Yehudi, e lá mais longe entrando 60km pelo deserto as dunas de Chigaga, percurso feito no lombo de camelo ou em 4x4, onde nos sentimos como chegando ao fim do mundo. Lá na base e por entre as dunas estão as tendas berberes onde se pode refrescar, jantar típico e pernoitar- 

Em M´hamid, a última aldeia antes de entrar no deserto, só existe um único camping (tudo o resto são Riads, com espaço de parking) já em plena areia do deserto, após o final da estrada: “La Boussole du Sahara – la porte du desert” com WiFi, wc, água, electricidade, e refeições típicas; este camping efectua o “tour das dunas de Chigaga” em jeep com o Sr. Abdul ou o Mustafá, percorrendo uma pista (deserto de montanha) na ida e outra no regresso (deserto de areia e dunas, ao longo do rio Draa); organizam também outro tour com ida num dia ás 15h por uma pista, apreciar o pôr do sol, jantar com musica ao vivo e dormir na base das dunas em tendas berberes (colchões e cabertores) e no dia seguinte ver o nascer do sol, tomar o pequeno almoço e regressar pela outra pista. Escolhendo qualquer uma das opções, o preço é de 400 dirhans por pessoa (40 euros) no tour de um dia-

RECOMENDO, o preço dos tours que este camping pratica são menores que os mesmos tours efectuados pelos Riads próximos-

Camping “La Boussole do Sahara” onde PERNOITAMOS-

(2 pessoas+AC+elect=50 dir, e o modem de WiFi 24h=10 dir)-

GPS: N 29º 49´42” e W 5º 43´57” (Route N9 M´hamid)-

Facebook: Khalifa La Boussole-

RECOMENDO. 



Regresso a Ouarzazate passando por Agdz onde PERNOITAMOS com destino a Skoura
Vila Oásis  ao bordo da estrada, inicio do Vale do Dadés.

.El Kelaa M´gouna
(La ville des Roses)-

.Aldeia típica do Vale do Dadés onde cultivam rosas, parte destilam localmente e fabricam “água de rosas” que vendem aos turistas e no mercado interno, e a grande maioria é exportada para a Europa, cujo maior mercado é o Francês para fabrico de perfumes.
NOTA: para compras de justo valor e preços mais baixos que ao redor, recomendo a loja do Sr. Brahim “Boutique Berbere” com os produtos da região das rosas: perfumes e água de rosas, sabonetes, cremes, óleo de argan, artesanato de pedras e fosseis, bijuteria diversa, lenços, objectos de barro, etc., na praça que fica no alto da vila, nos enormes rochedos que dominam toda a paisagem, sendo a 1ª loja vindos de Skoura, ou a última –na base do rochedo- vindos de Boumane Dadés.

.Boumaine Dadés-

.Aldeia típica no Inicio do acesso ao Vale do Dadés cujas escarpas das montanhas chegam a atingir 100m de altura, com o rio Dades a correr ao longo dos vales todos verdejantes  com agricultura intensiva. Por esta razão não se vêm rebanhos, para que não comam as sementeiras ou as plantações antes da colheita; os animais são alimentados nos currais onde passam a vida.
NOTA: percorremos vários vales até ao Auberge Dades nas Gorges Sidi Boubker, 14km após Boumalne Dadés, onde PERNOITAMOS no estacionamento. Na manhã seguinte percorremos mais 10km, e regressamos á estrada principal na cidade, donde partimos para o Todra. Existem vários Riads/campings ao longo dos Vales, e lá no km 24 até onde fomos, existem o Riad/camping “La Famille Berbere” bem como o que recomendamos, por mais espectacular e com panorâmica de 360º, o “Hotel/Camping DIDIS” que fica no alto dum morro em Ait Youl, GPS: N 31º 25´16” e W 6º 00´36”-


.Tineghir-

.Aldeia típica no inicio dos Desfiladeiros do Todra, cujas escarpas chegam a atingir os 250 de altura, e cuja estrada é lastimável em função do turismo que tem e pretende aumentar. Basta percorrer cerca de 15km desde a cidade e ao longo do rio Todra, para que todo o panorama deveras impressionante seja visto e fotografado, mas poderemos prosseguir mais km e continuar as vistas impressionantes, agora do cimo da montanha. Regresso á cidade e á estrada principal para seguir viagem até Erfoud.
NOTA: existem vários campings e riads/camping ao longo de todo o trajecto e portanto desnecessário estar a indicar, são tantos no inicio, meio e final dos Desfiladeiros do Todra.

.Desvio em Asrir / Tinejdad, com destino de novo ao sul, ao deserto Sahara ERG CHEBBI em Mergouza-

Zagora

Cidade no Vale do Draa  
Cidade a 150km de Ouarzazate e a 94km de Mhamid, onde é possível abastecer de gasóleo, cambiar dinheiro, comprar agua e provisões para a viagem até M´hamid e ao deserto. 

Á noite, o passear pela rua central da cidade é RECOMENDADO, pois tudo está iluminado e todas os naturais e residentes têm por hábito sair de casa e virem deambular e conversar nos bancos do jardim. Muitas lojas de artesanato ao longo da rua principal; a Mesquita toda branca grande e extremamente trabalhada no seu interior, imperdível de ver.
Aos caravanistas: 
na cidade, a 300m do centro fica o “Camping-Auberge Prends Ton Temps” que além de ser camping é um Riad do Sr. Belaid com bungalows, restaurante e sala de repouso com musica ao vivo, e WiFi, site www.prendstontemps.com e com as coordenadas N 30º 20´265” W 5º 49´930” Recomendo. 

(Preço 2 pessoas+AC+electricidade+água=60 dirans) PERNOITAMOS

Além deste, existem outros, como o camping municipal, e o Hotel Asma com espaço de camping, e o camping Les Jardins de Zagora, etc., todos a 3 km da cidade. 


Fotografias do caminho percorrido de Ouarzazate até Zagora

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tarmigt, Tamegroute e Agdz

Tarmigt
a 10 km de Ouarzazate, na estrada N9 para Zagora, e muito próximo da Barragem de Mansour e da aldeia típica de Tamegroute, em plena paisagem de montanha seca e agreste e com o Atlas em fundo, fica um dos melhores campings de Marrocos, cujas torres e muralhas que o contornam são de um típico ksar como outros em Ouarzazate e Ait Benhaddou, é novo (6 meses) e tem todas as infraestruturas com condições espectaculares (camping 5 estrelas, mas preços normais) do Sr. Brahim “Dar Alfourssane” (GPS: N 30º 52´ 50´´ e W 6º 53´14´´) que é um Riad com restaurante, piscina e tendas berberes, musica ao vivo, e enorme espaço de camping além de uma enorme quinta com muitas árvores e culturas irrigadas que se pode passear a pé, e deleitar-se com a panorâmica á sombra do arvoredo; trata-se afinal dum “Riad-Camping-Fazenda” próprio do Turismo Rural, com o Club Equestre ali ao lado para passeios a cavalo. 
Site: www.bivouac-alfourssane-ouarzazate.com 

Tamegroute
Aldeia típica de casas em argamassa, a 15 km de Ouarzazate, justifica uma paragem para apreciar a Kasbah e de seguida as dunas de Tinfou, não muito altas mas bem acessíveis para passeios a pé, alem dos “quad” ou jeeps ou camelos. 

Agdz 
Aldeia no Vale do Draa, de passagem entre Zagora e Ouarzazate
Agdz
Agdz



Agdz

Agdz

Agdz



terça-feira, 16 de abril de 2013

Ouarzazate

Cidade de turismo de massas e do Cinema marroquino e internacional, pois aqui se encontram os Estúdios Clã bem como os Estudios Atlas que agora são Museu da cidade, os grandiosos Estudios ATLAS que ocupam ao ar livre muitos hectares  de deserto e sem esquecer outros cenarios naturais  ali tão proximos, nos oásis e nas dunas do deserto, nos desfiladeiros de Dadés e do Todra, ou na aldeia de Ait Benhaddou e outras nas redondezas da cidade.
Por estes cenários foram rodadas grandes produções cinematográficas  dos antigos e famosos Orson Wells e David Lean, bem como outros famosos realizadores americanos, europeus e outras nacionalidades, que nestes ambientes exóticos realizaram as grandes produções de filmes épicos como “Lawrence da Arabia”  e filmes bíblicos “Natividade, Jose, Apocalipse, Paulo de Tarsos, Judas e Jesus, a Biblia” e da época romana e egípcia “César, Cleopatra, Kundun, Joia do Nilo” e  filmes mais recentes como “Asterix e Obelix, a Mumia, Guerra das estrelas, Gladiador, Alexandre, Babel” bem como o recente 007, e muitos outros passados nestes cenários que continuam a ser assiduamente utilizados para filmes que vamos ver nos cinemas no futuro próximo.
Além do actual Museu do Cinema e da Kasbah de Taourirte -declarada em 2007 pela Unesco como património mundial da humanidade- tem a Medina e a Cooperativa dos Artesãos (do cobre, das pedras, da bijouteria de prata, dos tapetes, da madeira) Os famosos estúdios de cinema Atlas, ficam a 5km da cidade, na estrada para Ait Benhaddou e Marraquexe. Estes estúdios (Atlas Estudios Corporation) devem ser visitados com a bicicleta ou scooter que se leve na AC, sob pena de só os 4 ou 5 cenários “mais próximos” da entrada acabarem por ser vistos, pois a visita sendo a pé, justifica que a maioria dos visitantes não consegue, depois de ver aqueles, ter motivação para caminhar outro tanto para ver os restantes cenários lá mais distantes…


NOTA: camping municipal na cidade, a 800m do Museu do Cinema e da Kasbah, do mercado, restaurantes e hotéis.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Taliouine e Ait Benhaddou

Taliouine
Cidade conhecida por ser a “capital” da região do Açafrão, conhecido como o “L´or rouge” pois é só nesta região de Marrocos que se cultiva e se dá esta planta, cujas flores purpuras são colhidas em Outubro e Novembro, e são trituradas em pó, especiaria esta tão cara como o ouro, na maioria para exportação para USA e Europa.
PERNOITAMOS na estrada principal com muito estacionamento no centro da cidade.



Ait Benhaddou
Aldeia a 18km de Ouarzazate, muito bem conservada. O Ksar fortificado de Ait Benhaddou é uma fantástica cidade fortificada construída em argila, localizada num vale deslumbrante. O Ksar de Ait Benhaddou aparecer em vários filmes de Hollywood como Lawrence da Arábia, A Jóia do Nilo, O Céu Que Nos Protege, Kundun, A Múmia, Gladiador, Alexandre e muito mais. Ait Benhaddou foi inscrito como Património Mundial da UNESCO em 1987. 
Este ksar fortificado parecendo um castelo, de cor vermelho e ocre é uma cidade toda construída em degraus e em adobe (argamassa á moda dos egipcios: casas de r/c feitas de barro misturado com palha e canas de bambu, que seco e cozido ao sol escaldante dá resistência aos tectos e ás paredes; quando sobre vigas de madeira colocam o chão de barro com palha e bambus criam as casas de um ou mais andares) localizada num vale deslumbrante, cujo oued ou rio se enche de agua caudalosa no período do degelo, e quase secando no resto do ano. Continuam muitas das casas habitadas, e outras são usadas como lojas de comercio e artesanato ou atelieres de pintores e escultores. As ruelas são um mercado permanente de tapeçarias, bijouterias, roupas, artigos de couro, etc Definitivamente um lugar que não se pode perder ao visitar o sul de Marrocos. 


NOTA: camping La Tissa, no centro da aldeia, mas muitos locais de estacionamento para pernoita, ao lado dos hotéis.


domingo, 14 de abril de 2013

Regresso a Agadir, destino a Taroudant

Sidi Bibi
Vila por onde passamos já ao anoitecer, paramos para visitar o mercado e as tascas das tajines, e onde PERNOITAMOS no largo do centro da vila. 

Ait-Melloul
Cidade por onde passamos para seguir viagem rumo a Taroudant. 


Taroudant
Cidade com grandiosas e grossas muralhas de 5km extensão e altura de 5 m, que cercam a Medina e se encontram bem conservadas, de adobe ocre. 

sábado, 13 de abril de 2013

Guelmin

Cidade de passagem obrigatória porque aqui se cruzam as estradas vinda do centro (Taroudant) e norte/litoral (Agadir/Sidi Ifni) e dos que seguem para sul (Tan Tan, Dakla) litoral ou deserto, é conhecida pelo mercado de camelos que se realiza aos sábados, cada ano mais desajustado da actualidade, pois os berberes e tuaregs são cada vez menos nómadas ás voltas pelo deserto com as caravanas de camelos que já fazem parte do passado (agora os aviões e camiões levam as mercadorias) e este animal deixou de ter tanta procura (agora a deslocação das pessoas nas grandes cidades é em autocarros, carros, motorizadas e táxis e nas aldeias de montanha e deserto além de motorizadas continuam as carroças de jericos) e portanto o mercado é de menor dimensão e os animais são vendidos para os açougues, que até já os compram directamente aos criadores. Cidade muito grande, plana e de ruas perfeitas e alinhadas partindo dum centro (como em França, avenidas partindo do Arco Triunfo) para a periferia, com casas de grandes dimensões e em regra de 2 andares, todas muito iguais e de cor ocre. Planificação á moda do Marques Pombal, lembra VRSA em Portugal. 

NOTA: 
AQUI FOMOS AVISADOS POR AUTOCARAVANISTAS, QUE A REGIÃO DE TAN TAN E MAIS PARA SUL ATÉ DAKLA NESTA ÉPOCA ESTÁ SENDO FUSTIGADA POR VENTOS (ALISIOS) FORTES QUE ARRASTAM TEMPESTADES DE AREIA, QUE POR VEZES COBREM A ÚNICA ESTRADA E IMPEDEM CONTINUAR, AS CARAVANAS TÊM DE PARAR E ESTAR COMPLETAMENTE FECHADAS (todas as janelas e clarabóias fechadas e tapadas as grelhas do frigorifico e motor) ALÉM DE POR VEZES NEBLINAS CERRADAS TAMBEM OBRIGAM A ANDAR COM CUIDADO EXTREMO OU MESMO FICAR RETIDO ATE PASSAR, ALEM DE MUITOS CONTROLES POLICIAIS NESTA ZONA DO SAARA OCIDENTAL ANEXADO POR MARROCOS (a marcha verde) ENTÃO DESISTIMOS DE CONTINUAR A VIAGEM MAIS PARA SUL, E REGRESSSAMOS ATE PROXIMO DE AGADIR PARA CONTINUAR POR TAROUDANT ATÉ AO DESERTO E SEGUIR A VIAGEM CONFORME PLANEADO. NO ENTANTO, AS INFORMAÇÕES QUE NOS DERAM ACERCA DESSA REGIÃO E CIDADES FORAM AS SEGUINTES: -Tan-Tan plage (El Ouatia) -Vila junto ao mar, a 35km de Tan-Tan, onde muitos caravanista passam os meses de Inverno a pescar, ler livros, ver TV e andar de bicicleta. .Ouaar - Vila a 115km de Tan-Tan, com importância para os campistas que ali passam a caminho do sul, já no território da Frente Polisario, sendo nesta vila e a partir daqui que o gasóleo passa a custar 50 dirhans (0,50 euros) bem menos que no restante Marrocos (0,80 euros). -Tarfaya, Laâyoune(Al Ayun) a partir daqui com vários check points/controles de exercito de Kms em Kms, passando-se o Tropico de Cancer, ate chegar a Dakla, a 800km de Tan Tan e 1.300km de Tiznit, é uma das maiores cidades de Marrocos, sendo a cidade mais a sul, banhada dum lado pelooceano atlantico e do outro pela grande lagoa, apta a desportos náuticos e pesca, com vários hotéis e restaurantes, condomínios, zonas de lazer e diversão, bem quente mesmo durante o Inverno e temperatura nocturna entre os 14 e os 30 graus centigrados.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mirleft e Sidi Ifni



Mirleft


Vila costeira e piscatória, praia de areia escura, onde paramos para passear e  para almoçar.


NOTA:  Existe o Camping Nomade,  numa colina frente ao mar.


Sidi Ifni 

A 55km de Tiznit, e assim como esta, é uma vila menos exposta ao turismo de massas como é o caso de Agadir, mas muito procurada pelos Autocaravanistas europeus, franceses em especial, para passar a temporada do Inverno, espreguiçando, lendo, dormindo, jogando petanca, vendo tv nas parabólicas, usando a Net, passeando pela cidade e souk, fazendo compras de peixe e carne, ou fazendo refeições baratas nos restaurantes (tajines, couscous, grelhados, em especial as sardinhas)

Gostei bastante, para mim esta vila é melhor opção que Tiznit ou Aglou ou Mirleft, mesmo a Agadir, se estiver como muitos reformados franceses, na disposição de passar 3 ou mais meses “estacionado/acampado” num só lugar.


Aos AC´s em especial:
Tem 3 campings todos frente á praia e junto ao centro da cidade, ao mercado, banco, restaurantes, e 2km do porto de mar; PERNOITAMOS uma semana até 02 Janeiro 2013 num dos 3 campings, o “SolyMar”

camping Sidi Ifni, forfait por 75 dirhans inclui electricidade e WiFi +douches quentes;

camping ElBarco, 60 dir com WiFi +douches quentes (elect+15dir)

camping Solymar 45 dir com WiFi +douches quentes (elect+15dir)-

0s campings são visitados diariamente pelos vendedor de tapetes e de coberturas para as AC´s (parabrisas e laterais, capot) bem como por instaladores e reparadores de Tv´s, parabólicas, painéis solares. A recepção também os chama quando caravanistas o solicitem.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tiznit e Aglou plage

-Cidade típica marroquina a 100km de Agadir, com a Medina circundada por jardim e 5km de muralhas com 6m altura, a praça principal Almachouar e mercado com as lojas de artesanato, os restaurantes e bares, e zoco dos joalheiros, sendo Tiznit famosa no País por ser a principal cidade em fabrico de objectos de joalharia em PRATA, e entre estes o ÚNICO que recomendamos por ser o mais antigo joalheiro e de mais reconhecida idoneidade para compras é o dono da “Bijouterie de la Joie” no centro, na praça Mechouar, nº 35. Para ver ainda a Mesquita (onde foi nomeado sultão El Hiba que lutou até á morte em 1919 nesta cidade contra a ocupação e o protectorado frances) e a Fonte Azul de Lalla Tiznit (prostituta famosa) Na parte nova/residencial, há banco e alguns hotéis de 4 e 5 estrelas, loja de câmbios. Sendo cidade sem mar -a praia mais próxima de Aglou fica a 12 km- e com poucos hotéis, não é tão vocacionada para turismo de massas como acontece com Agadir, no entanto é muito procurada (assim como Sidi Ifni) por Autocaravanistas europeus para passar 3 a 6 meses da temporada do Inverno, espreguiçando, lendo, dormindo, jogando petanca, vendo tv nas parabólicas, usando a Net, passeando a pé ou bicicleta pela cidade, na medina, no souk, em compras no mercado de peixe e de frutas.(AC´s essencialmente de reformados franceses, vendo-se também algumas alemãs e holandesas…..no período que ali passei vi inclusive 2 caravanas Finlandesas!)- 

 -Aos autocaravanistas em especial: “Camping Municipal de Tiznit” junto á Medina e a 500m da praça principal e mercado, e do inicio da cidade nova e residencial; apinhado de franceses, onde PERNOITAMOS até 23.Dezº, dia em que partimos para o camping de Aglou plage. (AC+2 pessoas=60 dir +15 electricidade, não tem WiFi)- 0 camping é visitado diariamente pelo pintor de quadros e de AC´s com paisagens marroquinas, pelo vendedor de tapetes e de coberturas para as AC´s (parabrisas e laterais, capot) bem como o vendedor ABDO instalações e reparações de Tv´s, parabólicas, painéis solares, electricidade. Email: all-tv_sat@hotmail.com NOTA: Tiznit a Tan Tan são 250km e até Dakla são 1200km.




Aglou Plage (praia)

-Pequeno povoado de praia a 12km de Tiznit, com algum casario, um hotel-restaurante e o camping.

Aos AC´s em especial: 

Camping Aglou, numa colina frente ao mar, muito bom e organizado, com mini mercado, restaurante, artesanato, onde PERNOITAMOS por 2 dias (AC+2pessoas=60dirhans,WiFi grátis)-

0 camping é visitado sempre que solicitado por telefone ou pela recepção do camping pelo pintor de AC´s com paisagens marroquinas, pelo vendedor de tapetes e de coberturas para as AC´s (parabrisas e laterais, capot) bem como o vendedor ABDO – instalações e reparações de Tv´s, parabólicas, painéis solares, electricidade. Email: all-tv_sat@hotmail.com-


 Fotogrfias de Tiznit e Aglou


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Agadir

-Reconstruiu-se, cresceu “europeizou-se” (já não há preconceito em as raparigas e mulheres europeias e também as naturais em vestir saia ou calções e camisas ou t-shirts decotadas, deambular pela areia em bikini) e virou cidade balnear e veraneio, fazendo parte do roteiro do turismo de massas mundial, com muito calor e 6km de praia com muitos restaurantes e bares com musica ao vivo e muitos parkings vigiados. Para os veraneantes de férias, tem muito do que cidades costeiras da europa têm a oferecer: numero infindável de hotéis de 4 e cinco estrelas, resorts, clubs, mini zoo “Vale dos Passaros”, museu, a nova e a antiga medina, palácio real, galerias arte, artesanato, bons restaurantes, bares, discotecas, casinos, bancos e casas de câmbios, kasba, souks, marina, híper Marjane, também o McDonalds, vários desportos náuticos de surf, vela, pesca e de equitação em cavalo ou camelo, ténis, golf, etc. e durante o ano todo: calor mesmo nos meses de Inverno. Daí se ter transformado no alvo de muitos americanos, ingleses, franceses e outras nacionalidades para comprar casa e aí viver a maioria dos anos que restam em “refugio” alegre e despreocupado de reformados. Há vários condomínios para este efeito. Por isso há quem venha a Agadir passar todos os anos os 3 meses ou 6 meses do Inverno europeu, uns em casas compradas, outros em arrendadas e outros enchem os campings de autocaravanas de 7m e ainda atrelado de carga, ou mesmo autocarros. A norte fica a marina e o seu grande porto de mar - o principal de Marrocos e o 1º porto sardinheiro do Mundo- que alberga varias fabricas de conservas, podendo ser melhor avistado na sua grandeza do cimo da colina, subindo a estrada que vai para Taghazoute. 

-Aos autocaravanistas em especial: 

Camping International, no final da Av Mohammed V, frente ao Hotel Al Moggar, na rotunda voltar á direita; camping tem piscina, restaurante, wc novos, e fica a 500m do centro cidade/da praia/da marina/do porto de mar e da antiga Medina. Neste camping -apinhado sobretudo de franceses para passar os 3 ou 6 meses de Inverno- PERNOITAMOS por 3 dias.

(AC+2 pessoas=100 dirhans, inclui electricidade, não tem WiFi)

Na rotunda junto ao “Clube Natação Kastalani” existe o “TRIGANO-
Camping-Car-Services” que faz reparações de AC´s em polyester, mecânica, refrigeração, aquecimento água, wc, baterias, gaz e filtros, etc. Rue cheikh Ma Al Ainin, N 30º 25´ 21´´ W 9º 34´36´´, com o Email: marc_trigano@hotmail.fr

terça-feira, 9 de abril de 2013

Marrakech

-Destino do maior turismo internacional de massas de cultura e entretenimento de Marrocos. Marrakech é sem dúvida nos dias de hoje um dos maiores destinos de Marrocos onde você encontra tanto cultura e entretenimento. Repleto de lojas, antigos palácios e museus interessantes tem muito que ver: Museu de Marrakech, os Túmulos Saadian, jardins de Menara, entre outros monumentos da cidade, palácios, MESQUITA, praça do mercado, PALMEIRAL…..e na praça Jmal Fna cuidar das carteiras, bem como das fotos que tira ás serpentes ou saltimbancos, etc, pois é logo abordado para pagamento (!!!) nesta praça central que é uma feira permanente onde existem as tascas (barracas) dos comeres de todo o tipo: cozinha marroquina, tuareg, beduína, as tajines e couscous de peixe/marisco/carnes/ frango/avestruz /pombo, ou cabeça de cordeiro estufada, a harira, a kebab, a pastelaria variada, os figos e tâmaras castanhas ou pretas e próprias para dar fim a diabéticos, os sumos naturais, as romãs enormes e muita doçaria, o omnipresente chá de menta que acompanha tudo e é sempre demasiado doce, praça enorme constantemente agitada de pessoas, artesãos, encantadores serpentes, vendedores ambulantes de sumos, de frutas, de CDs e DVDs piratas, de tabaco (cigarro) avulso, tocadores de músicas populares e étnicas, e depois as ruelas de lojas de todo género na Medina, a Grande Mesquita chamada Koutoubia, outras mesquitas e túmulos apalaçados dos Saadies, palácios antigos e antigos palácios agora transformados em hotéis de 5 estrelas com seus jardins, piscinas e spa´s como o Mamounia, o jardim Majorelle (propriedade actual de Pierre Bergé e Yves Saint Laurent) o jardim do bairro nobre, dos diplomatas e politicos chamado Hivernage, o jardim do Aguedal, jardins/olivais de Menara (do Estado) o palmeiral com os passeios de camelo ou 4x4, o souk com os sectores das madeiras, dos cobres, dos tecidos, dos curtidores, etc, todos estes ambientes e os cheiros, são razão para visitar. Depois, há a cidade nova e moderna, o bairro do Guéliz, da classe alta e media-alta, avenidas largas e extensas, em forma de estrela (são francófonos, lá está presente o arco do triunfo e suas avenidas em estrela) com centros comerciais, apartamentos bonitos e caros, parques, cinemas, discotecas…..e lá ao fundo, no horizonte, ainda sem muita neve, as montanhas do alto Atlas, as fotos dos postais ilustrados.
A Mesquita chamada Koutoubia (em árabe significa livreiros, pois foi inaugurada em 1158 e ao seu redor existiam varias lojas de livros e manuscritos, que na época tinham uma importancia cultural extrema) com o seu minarete, que serviu como modelo á Giralda em Sevilha, bem como á Torre Hassan II em Rabat (entrada permitida só a muçulmanos)

Aos autocaravanistas em especial:
Além de 2 campings a 8Kms do centro da cidade e da praça Jmal Fna e da Mesquita Koutoubia, pode-se aparcar no estacionamento desta Mesquita contra o pagamento diário de 40 dirhans sendo vigiado dia e noite. (onde PERNOITAMOS 3 dias).

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Essaouira



-Cidade em que os antigos portugueses estiveram, e cujo nome era Mogador, antigo mercado e porto de escravos capturados e comprados por toda a Africa e na qual construíram a fortaleza circundada de grossas e longas muralhas e muito bem conservadas, por isso a Unesco a declarou Patrimonio da Humanidade; virada para o turismo como destino histórico, cultural/musical e de praia, apresenta avenidas com arquitectura espectacular, dos bons restaurantes do país e o porto de pesca super agitado, pois é dos 4 maiores de Marrocos. Essaouira é uma bem preservada antiga fortaleza na costa Atlântica marroquina, destino turístico cultural, histórico e de praia, Essaouira oferece ruas com arquitectura espectacular, alguns dos melhores restaurantes de Marrocos e um porto de pesca e mercado super agitados. O forte com varias praças de artilharia e muros de mais de 3m altura e mais de um metro de espessura, assim como toda a muralha, muito extensa e abarcando toda a medina com as suas ruas e casario de comércios e habitação, com a capela, tudo muito bem conservado, é destino obrigatório, local a não perder.

Também visitamos uma coperativa do famoso óleo de argan, e pelo caminho vimos as cabras que sobem nas árvores para comer o fruto argan.

Aos autocaravanistas em especial:
“Camping international” a 200m da praia e 1.000m da fortaleza e centro da cidade.

As fotografias mostram algumas paisagens do caminho entre Oulidia até Essaouira.

domingo, 7 de abril de 2013

Oulidia


-Cidade muito bonita, limpa, numa encosta a norte da praia, casas em cascata parecendo, á noite, um presepio iluminado. Descendo a estrada para a praia e centro da cidade, um enorme jardim e ao seu lado um parque de estacionamento guardado destinado a Acs, cheio de autocaravanas de varios paises, onde PERNOITAMOS. (AC+2 pessoas=25 dirans) A praia é uma baía resguardada, areia branca, com dunas e falesias do lado sul, com grutas esculpidas pelas ondas, uma delas chamada “gruta portuguesa” pelos locais, que fomos visitar.
Extra da viagem: atravessamos a praia e subimos as dunas que se prolongam até aos rochedos, e neste “planalto” vemos o mar lá no fundo da falesia e a tal gruta “portuguesa”; mais curioso foi encontrarmos ali alguns pescadores com canas (varas de pesca, brasil), e entre eles um local que ao estilo “eremita” vivi um senhor chamado Mustapha numa das grutas á superficie, e deste “planalto” e reentrância fazia a sua casa e sala de estar e de cozinha, pois fazia o chá e os tajines, os couscous e o peixe e marisco grelhado ali mesmo na fogueira, com paus secos; tem uma mesa e os bancos são as rochas; então conversamos –-fala o arabe e o francês, bem como inglês e espanhol  sendo por isso facil entendermo-nos--- e ele foi-nos mostrar a tal gruta portuguesa, que além de se ver de fora o enorme buraco, por um estreito e escuro corredor  na rocha se vai desaguar numa sala com 3 colunas e passa-se para a segunda sala mais pequena com 2 buracos/varandas para o exterior donde se avista a gruta e as ondas a  espumarem nas rochas da sua base; acabada a visita e sessão de fotos, subimos e  ele acabou a conversar e a fazer chá na sua caverna toda forrada nos lados e chão com tapetes e o tecto com grosso plastico e bambus, com colchão e cobertores onde nos sentamos e apreciamos o cheiro e sabor doce do chá em contemplação da visão e som do mar (até que dormir ali e acordar com esta visão e som do mar, e passar uns dias na praia e a pescar e cozinhar e a apreciar o panorama envolvente não é mau, são até férias caras quando existe uma cama feita de hotel!!!!) E já com apetite, ás 13h começou a fazer a tajine, ás 14,30 estavamos a comer junto com os 2 pescadores seus amigos e um francês residente na vila. Enquanto a tajine cozinhava lentamente e ao ar livre no fogo de lenha entre 4 pedras, ele ofereceu-se para demonstrar que sabia de massagens, e com o famoso oleo de Argan, e sobre uma manta fina de algodão que usa nos turistas para este efeito, fez uma massagem de 1 hora e 10 minutos,  completa: frente, costas, pernas e pès!!!!!!!-e sempre no silencio, ao som das ondas que batiam por baixo, nas rochas.


El Jadida


-Conhecida como Mazagão no tempo dos portugueses, e que ainda a apelidam de “Cité Portugaise”, como se pode ver em letreiros indicativos, com o nome das ruas no interior das muralhas, nas portas das muralhas, a Igreja, a “Cisterna Portuguesa”. A cisterna manuelina da fortaleza de El Jadida é um dos lugares mais místicos de Marrocos. Apesar de ter sido construída durante a época portuguesa no século XVI e XVII, esta cisterna só foi descoberta em meados do século XX. A cidade de Mazagão, seu nome em português ou El Jadida, o seu nome em Árabe pertence ao programa de Património Mundial da UNESCO desde 2004.
Esta cidade foi um forte bastião de quando os portugas a fundaram e por cá andaram a confraternizar com estes povos, a par das outras cidades-capitanias “colonizadas” em redor como Arzila, Larache, Safi, Essouira, Agadir, Tanger e Fez, em que tudo terminou e foram expulsos com a ocorrência de Ksar-el-Kebir (Alcacer Quibir) na derrota e morte dos soldados e rei D. Sebastião nesta batalha decisiva. Visita obrigatoria, lembra parte do passado alem mar dos Portugueses em Africa, e aqui estão a recordá-lo as grossas e longas muralhas da fortaleza com os canhões, os brasões reais nas fachadas, tudo ainda bem conservado e considerado Patrimonio da Humanidade  decretado pela Unesco em 2004. Depois há sempre para visitar a medina, o mercado, as ruelas, o longo passeio maritimo para norte das muralhas.
-Aos autocaravanistas em especial:
“Camping Caravaning International d´El Jadida” muito sombreado, com restaurante, sala de convivio e de jogos, mini mercado com pao fresco diario, que fica a 300m da praia/passeio maritimo, e 900m das muralhas e fortaleza. Três noites aqui PERNOITAMOS para visitar a cidade, abastecer de água o deposito 200l da AC, despejar sanita quimica, comprar alimentos.

E para quem quer comprar souvenirs, visitar a loja do amigo Mouhssine El Maaloumy Twarage bazar the city portugaise que fica em frente a entrada da "Cisterna Portuguêsa."

Azemmour


-Continuando pela costa, passamos por diversas vilas e praias, como 

Sidi-Sari - com um enorme estacionamento junto á praia, cercado por supermercado, restaurantes, habitações, bom local para pernoitar. Descendo para o sul, chegamos a


-Azemmour

vila junto ao mar onde se pode admirar os bem conservados vestigios portugueses na porta das muralhas e capitania, donde se avista o rio e o mar e toda a “nova” vila envolvente, bem com a medina e a kasbah (bairro judeu) que visitamos demoradamente.
 Extra da viagem: ao perguntar sobre a capitania portuguesa, uma senhora nativa ali residente, mas que alem do arabe falava bem francês que nos levou numa visita guiada a todas estas áreas e além do mais por ser residente e conhecer toda a gente da “aldeia” nos facilitou o acesso ao interior das casas bem como a tirada de fotos de diversas pessoas de variadas artes e oficios: o pintor que não usa pinceis mas lâminas de barba para as suas pinturas a óleo sobre telas e sobre cartão, o Sr. Abdellatif artesão de arte mourisca em madeira (que nos recomendou ler no google sobre a personagem historica “Estebanico” nascida em Azemmour e que foi nas caravelas portuguesas para Portugal e mais tarde seguiu para Espanha e dali acompanhou Cristovao Colombo até e na descoberta da America) e as padarias da Medina e depois as padarias da Kasbah, nos mostrou as diversas portas antigas das casas e riads da Medina, nos indicou cada uma e as varias casas compradas e/ou reconstruidas por estrangeiros alemães, franceses, americanos, holandeses, que ali vivem 9 meses outros apenas nos 3 meses de verão (casas muito acessiveis aos europeus, e sendo a maioria reformados europeus podem neste Pais usufruir dum nivel de vida muito bom, pois o custo de vida é igual e/ou inferior a Portugal; como exemplo, policias ganham 6.000 dirans = 600 euros; os limpadores das ruas ganham 500 dirans = 50 euros; um razoavel e um bom mecanico de carros ganha 1.000 e 2.500 dirans = 100 e 250 euros, e grande maioria de salarios estão compreendidos entre estas faixas de valores) e acabamos em casa desta Srª Fouzia e familia (marido e filha) a conviver, a tomar cha com pães caseiros da padaria da Medina (que se comem aos bocados  depois de mergulhados numa tijela com azeite puro de Ouarzazate -1,5º acidez, com bom cheiro e sabor- misturado com um pouco de mel que faz bem á garganta e lhe retira parte da acidez) e a trocar impressões da viagem já feita e que nos falta ainda fazer, a falar de Marrocos e Portugal, com uma curiosidade: o azeite puro esmagado manualmente na “ceira” sem preparados quimicos, que ali tomamos é da região donde é nasceu e viveu anos o seu marido, que é berbere (pela mais escura que os do norte por força de longas gerações ao sol do Sahara) Um dia muito rico em historia e muito bem passado. Assim ficamos a saber que as diversas etnias do deserto são 3, sendo que os beduinos estão fixos, os tuaregs e berberes são errantes e nomadas, embora muitos destes se estejam a fixar em aldeias ao redor dos desertos.

sábado, 6 de abril de 2013

Casablanca


-Visitamos a cidade, imortalizada pela estada de varios escritores, politicos e pintores europeus e americanos e por Orson Wells no filme com este nome, com 4 milhões habitantes, ocupando 20km ao longo da costa e 10km pelo interior. Cidade moderna, transito caótico, avenidas com predios de fachadas antigas e coloniais, mesquitas, mausoleu Hassan, palacios, catedral do Sacre-Coeur, Grande Mesquita junto á praça das Nações Unidas, e junto ao mar o grande porto pesqueiro a fervilhar de pessoas e veiculos, a avenida dos Almohades ao longo da Antiga Medina, seguido pela avenida Sidi Mohammed com a mesquita Hassan II (com 20.000m2, a terceira maior do mundo a seguir a Meca e a de Medina na Arabia Saudita,  magestosa no seu exterior e sumptuosa no interior, com os 56 lustres de cristal de Veneza -murano- que pesam 1.200kg cada, idealizada pelo arquiteto francês Michel Pinceau e inaugurada em 1933 em que participaram na sua construção 10.000 artesãos e 2.500 operarios)  seguida pela avenida da “corniche”, passeio maritimo continuado pela avenida do atlantico até Ain Diab (zonas de lazer por excelencia de restaurantes com terraços e piscinas sobre o mar) o farol El Hank e a praia e, do outro lado destas avenidas a zona de Anfa, com as vivendas da burguesia marroquina que se estendem por este bocado da costa e até ao interior (Anfa superior) -

-Aos autocaravanistas em especial:
Andamos pelo centro da cidade e no bairro Oasis (onde havia o antigo camping, agora fechado) encontramos muito espaço para estacionar onde PERNOITAMOS.
-Há muito onde estacionar na zona envolvente da mesquita e do farol e ao longo da avenida marginal que segue para sul. Há ainda o camping em Dar Bouazza, a 8km para sul.

Rabat


-Salé -praia e suburbio residencial que dista 3km de Rabat-
-Vila junto ao mar, com a grande medina e longas muralhas até ao mar, praia de rochas e areia negra suja, sempre presente a pobreza, sujidade e favelas continuas.......não só ao longo da costa, mas ao redor da medina, até entrando pela cidadela dentro, outrora dominio de piratas. Aqui, em tempos idos, a pirataria assentou arraiais e era a Lei, e foi aqui que começaram as desventuras de Robinson Crusoe com dois anos de cativeiro.

-Aos autocaravanistas em especial: 

Na estrada e no largo em frente á baia da praia, pode-se estacionar mas não é recomendável para pernoitar, pois não tem vigilância-
-Atravessando a ponte Hassan, seguimos para o centro de- 



RABAT-
-a capital de Marrocos, cidade de predios modernos e monumentos historicos com transito complicado e dificuldade de estacionar que esconde vários destinos turísticos como o bairro judeu no antigo mercado, o Mausoléu do Rei e a Torre Hassan, a Catedral de São Pedro e a incrível necrópole e complexo dos antigos romanos de Chellah, a medina, a mesquita, palacios e outros monumentos. 
-Seguindo no sentido da costa, da praia de RABAT -passa-se pelo Kasbah dos Oudayas e pelo grandioso Cemiterio Mussulmano que fica entre a Medina e a marginal, onde existe um parking mesmo frente ao mar, donde se pode admirar esses monumentos ou fazer a visita a pé. 


-Aos autocaravanistas em especial:

Frente á praia, parking pago e vigiado somente de dia.

-Camping mais proximo de Rabat fica para sul a 8kms em “Témara Plage”, camping Les Sablettes-


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-TÉMARA PLAGE-

-seguindo o litoral para sul, encontramos varias rotundas com policias “permanentes”,  avenidas largas de dupla faixa ladeadas de casario de classe alta, condominios vigiados e o palacio real. Tudo super vigiado, tranquilo, segurança absoluta.
PERNOITAMOS numa destas ruas transversais destes bairros nobres e vigiados, junto á praia de Témara, e com estacionamentos ao longo da zona da “movida”: pizzarias, bares, restaurantes, animação. Existe a opção do “Camping Les Sablettes”-

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-Mohammedia-

-vila balnear e um dos 4 maiores portos de Marrocos, e já considerada suburbio residencial de Casablanca. Praias e hoteis e vários resorts. Passeio marítimo com toda a animação de praia e de ferias, bares, restaurantes, hotéis.
-Aos autocaravanistas em especial:
Não há preocupação para pernoitar ou estada mais longa, pois existem muitos campings ao longo da marginal.
Somente para pernoitar: ao longo da marginal ou nas transversais ou estacionamentos frente á praia.



Autocaravanas...não importa se é de pobre...

Autocaravanas...não importa se é de pobre...
a criatividade é mais importante:)